Como calcular o custo real da maquininha de cartão

Guia prático

A taxa anunciada pela operadora é apenas uma parte da conta. Para entender quanto sua empresa realmente paga, é preciso considerar o volume vendido em cada modalidade, as taxas aplicadas e outros custos relacionados ao recebimento.

Em resumo

O custo da maquininha depende de quanto sua empresa vende no débito, crédito à vista e crédito parcelado. Cada modalidade possui uma taxa diferente e, juntas, elas formam o custo efetivo das vendas no cartão.

1. Comece pelo faturamento no cartão

O primeiro passo é identificar quanto da receita mensal da empresa passa pela maquininha.

Não use o faturamento total do negócio se parte das vendas é recebida por Pix, dinheiro, boleto ou transferência. Para este cálculo, considere apenas o valor processado no cartão.

Exemplo

Empresa que vende R$ 50 mil por mês no cartão

Faturamento no cartão R$ 50.000
Base do cálculo 100% das vendas no cartão

2. Separe as vendas por modalidade

Débito, crédito à vista e crédito parcelado normalmente possuem taxas diferentes. Por isso, somar tudo e aplicar uma única taxa pode gerar uma estimativa incorreta.

Uma empresa pode, por exemplo, distribuir suas vendas desta forma:

  • 30% no débito;
  • 40% no crédito à vista;
  • 30% no crédito parcelado.

Em um faturamento de R$ 50 mil, isso significa:

Débito R$ 15.000
Crédito à vista R$ 20.000
Crédito parcelado R$ 15.000

3. Aplique a taxa de cada modalidade

Depois de identificar o volume de vendas em cada modalidade, multiplique o valor vendido pela respectiva taxa cobrada pela adquirente.

Fórmula básica Custo = valor vendido × taxa

Suponha as seguintes taxas apenas para fins de exemplo:

  • Débito: 1%;
  • Crédito à vista: 2%;
  • Crédito parcelado: 5%.
Cálculo

Custo mensal estimado

Débito R$ 15.000 × 1% = R$ 150
Crédito à vista R$ 20.000 × 2% = R$ 400
Crédito parcelado R$ 15.000 × 5% = R$ 750
Custo mensal total: R$ 1.300

4. Transforme o custo mensal em custo anual

Um valor que parece pequeno por mês pode se tornar relevante quando analisado ao longo de um ano.

No exemplo anterior R$ 1.300 × 12 meses = R$ 15.600 por ano

É por isso que comparar alguns décimos de ponto percentual pode fazer diferença para empresas com volume elevado de vendas.

5. Não olhe apenas para a taxa

A taxa percentual é importante, mas não representa necessariamente o custo total da solução.

Antes de trocar ou contratar uma maquininha, considere também:

  • prazo de recebimento;
  • taxa de antecipação de recebíveis;
  • preço ou aluguel do equipamento;
  • condições promocionais e duração da promoção;
  • taxas após o período promocional;
  • custos adicionais previstos no contrato;
  • bandeiras aceitas;
  • necessidade de parcelamento.
Um erro comum

Comparar apenas a menor taxa anunciada. Uma taxa promocional pode durar poucos dias ou estar condicionada a faturamento, plano ou prazo de recebimento específico.

6. Calcule sua taxa média efetiva

Quando a empresa utiliza várias modalidades, é útil medir qual percentual do faturamento total no cartão está sendo consumido pelas taxas.

Fórmula Taxa média efetiva = custo total ÷ faturamento no cartão

No nosso exemplo:

Custo mensal R$ 1.300
Faturamento no cartão R$ 50.000
Taxa média efetiva: 2,60%

Esse indicador ajuda a comparar o custo real da operação ao longo do tempo.

O que fazer agora

O melhor próximo passo é calcular o custo da sua própria operação usando os valores e taxas reais da sua empresa.

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Informe seu faturamento, distribuição das vendas e taxas para estimar o custo mensal e anual.

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Próximo passo

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Depois de entender seu custo atual, compare taxas e condições de outras maquininhas.

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Observação: os valores usados neste guia são exemplos didáticos e não representam taxas específicas de uma empresa. Consulte sempre as condições contratuais da sua adquirente antes de tomar uma decisão.